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11/06/2002Brasil poderá exportar excedentes

O presidente da Petrobras, Francisco Gros, disse há pouco que há interesse de empresas internacionais em exportar a produção excedente de gás natural no Brasil. Ele classificou como "absolutamente viável" o transporte do produto para os Estados Unidos, que têm grande demanda. "O crescimento do mercado de gás (com a construção das termelétricas) é menor no Brasil do que se esperava", explicou. "Se o mercado das termelétricas não se viabilizar, existe a opção de exportar", completou. Gros participou ontem do seminário "O Futuro da Petrobras", no Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, em São Paulo. Segundo afirmou, a expansão da demanda do gás depende da utilização do produto na geração de eletricidade. Ele informou que a Petrobras estuda a construção de um gasoduto a partir da Bolívia, que entre no Brasil pela região Sul, após passar pelo Paraguai, mas que a viabilidade do projeto "depende de certas previsões de crescimento do gás brasileiro". O presidente da estatal disse que a empresa suspendeu novos comprometimentos com energia e tem se esforçado para comercializar os excedentes, além de estar acompanhando atentamente todas as definições quanto à regulamentação do governo no processo de revitalização setor elétrico, no segmento das termelétricas. "O setor industrial apresenta possibilidades de desenvolvimento mais sustentável que as usinas termelétricas para o gás a médio prazo, mas a demanda não é suficiente para suprir os investimentos e ser viabilizada a curto prazo", afirmou. Rebatendo a afirmação feita pela manhã pelo economista Raul Velloso, de que a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (CIDE) poderia prejudicar o resultado de empresas de combustíveis, Gros afirmou que o imposto não afeta diretamente a estatal. "O imposto é cobrado em cima dos preços nas refinarias, afetando o preço nas bombas", disse. Gros também declarou que a Petrobras não vai investir em novas refinarias no Brasil, mas tem planos de adquirir refinarias em outros países, como nos Estados Unidos. "A intenção é agregar valor no fluxo de petróleo exportado", disse, acrescentando que a aquisição tem objetivos estratégicos. (Adriana Freire Martins)
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