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13/06/2002Gás tem participação de 4%

A participação do gás na matriz energética brasileira é muito reduzida: em 2000, não passava de 4%, mas a Petrobras, que detém o monopólio da exploração, quer aumentar essa fatia para 10% até 2005. O anúncio foi feito, ontem, pelo gerente-executivo do Gás Natural da Petrobras (Gaspetro), Rodolfo Landim, aos participantes do seminário sobre ""A Nova Estruturação do Sistema Elétrico Brasileiro"". Na palestra, o ex-secretário de Infra-Estrutura do Estado, Maia Junior, cobrou mais empenho da empresa para baratear o transporte de gás. Hoje, para transportar os 3 milhões de mß do produto, do terminal de Suape, em Pernambuco, são necessários US$ 110 milhões. Com um investimento de US$ 160 milhões, seria possível fazer um terminal no Ceará. O consumo de gás, do Brasil, proporcionalmente, é um décimo da vizinha Argentina (47%), e muito distante da Bolívia (21,4%), a parceira no gasoduto desde Guamoré até Fortaleza. O gás representa mais de 60% do crescimento do consumo de energia, que inclui desde a hidráulica, a proveniente de lenha, petróleo, gás natural, carvão mineral, e até derivados de cana-de-açúcar, entre outras. A rede de gasodutos é de 7.755 km. Landim considerou que o desejo das grandes empresas de comprar o gás diretamente às distribuidoras era legítimo tanto que, desde 31 de dezembro do ano passado, a importação está liberada, tal como acontece nos mercados mais desenvolvidos. Mas, ele teme que a situação se torne caótica no Brasil. ""Se cada um começar a construir ramais, como ficará?", indagou. Com relação ao controle de qualidade, determinada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) lembrou que cabe, às empresas, exigir padrões mais rígidos. Entre os combustíveis, o gás é o único a ter seu preço fixado pelo governo. Maia Junior cobrou definições precisas na regulamentação da distribuição, no uso e nos transportes e uma política pública para o setor gás. Em 2004, haverá déficit no suprimento de gás e, em 2006, ele será elevadíssimo. ""A região está condenada a pagar uma das tarifas de energia e de gás mais caras do Brasil, o que é um contra-senso"", lastimou. (MG)
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