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18/06/2002Joinville - moeda de troca?

Norival Silva Ex-secretário de Estado da Saúde Estaria Joinville sendo usada como moeda de troca na negociação entre o PMDB e o PSDB? A coisa é mais ou menos assim: entrego a cidade para o PSDB e o PSDB apóia o candidato do PMDB ao governo do Estado. Será que o joinvilense irá permitir e concordar com esse acordo, certamente feito entre quatro paredes, no qual todos passamos a ser o "objeto"? Não creio! Manifestações do prefeito Marco Tebaldi demonstram com clareza que Joinville está e parece que continuará sendo usada como moeda de troca durante todo o processo eleitoral que se avizinha. "Para o governo do Estado, Joinville não existe", "Joinville não tem sido tratada com respeito", ignorando, na tentativa de confundir o joinvilense, as realizações do governo do Estado no município. Primeiramente, tenho o dever de informar ao joinvilense que o governador Esperidião Amin, durante seu mandato, visitou o município 54 vezes, o que o coloca como o mais visitado durante todo o período de governo, numa demonstração de respeito e prioridade política. Em segundo lugar, o prefeito de Joinville, como homem de boa formação que é, até tem o direito de apontar as coisas que ainda não foram feitas, mas não pode ignorar os avanços e os investimentos que o governador Esperidião Amin priorizou para a cidade: o Centro Maternoinfantil Jeser Amarante Faria, que representará a maior obra do governo do Estado na área da saúde, envolvendo recursos da ordem de R$ 40 milhões; a reabilitação do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, que nestes três anos recebeu investimentos na ordem de R$ 3,5 milhões; a instalação em Joinville do serviço de cirurgia cardíaca, que acrescentará mais R$ 370 mil/mês e permitirá ao cidadão que depende do SUS acesso à assistência sem ter de viajar quilômetros para ser atendido; os investimentos na Maternidade Darci Vargas, com a reformulação do serviço de nutrição, da UTI neonatal, além do serviço de registro de nascimento que brevemente será implantado. Os recursos que o prefeito alega ter liberado em Brasília, por uma questão de justiça, precisam ser atribuídos à ação da bancada catarinense de deputados federais e ao secretário da Saúde, João Cândido, que, em 2000 e 2001, fez com que o então ministo José Serra consignasse para Santa Catarina, além dos R$ 5 milhões para o Hospital São José, outros R$ 35 milhões para o reaparelhamento do parque radioterápico (tratamento do câncer) em toda Santa Catarina. Quase esqueço da obra do Centro de Reabilitação Labiopalatal que está sendo construído na rua Borba Gato. Para não dizerem que só falo de saúde, quero lembrar ao prefeito de Joinville, porque a população já conhece, outras ações do governo do Estado no município: a serra Dona Francisca, que virou cartão-postal; o aparelhamento de vigilância eletrônica, além do aumento do efetivo policial (que já foi esquecido); a obra da nova Delegacia Regional de Polícia na rua Blumenau; e a organização dos conselhos comunitários de segurança. Temos problemas de segurança? Claro que temos, mas quem não tem? O governo e a sociedade precisam se empenhar em resolvê-los? Claro que precisam, mas não é justo que Joinville se transforme num mote político de insegurança, que só interessa ao crime organizado. Cito ainda as ações do governo na área da Secretaria de Justiça e Cidadania, aliás, dirigida por um joinvilense que é do PSDB; na área da educação, que teve na professora Simone Schramm (joinvilense) um exemplo de defesa dos interesses do município; de energia, onde a SCGás, administrada pelo ex-prefeito Luiz Gomes, colocou Joinville como um exemplo no uso do gás natural. Como joinvilense que sou, não pude deixar de me indignar vendo algumas lideranças do PSDB, que em 1998 cerraram fileiras com o eleitor para expulsar do governo o mesmo partido que colocou Santa Catarina (e o joinvilense ainda é catarinense) no cartório e com o qual, ironicamente, hoje o prefeito de Joinville se junta para disputar a eleição estadual. Será que o eleitor de Joinville tinha claro esse cenário quando depositou seu voto na escolha do "prefeito" na eleição de 2000? Acho que não, mas sei que o eleitor que se interessa em participar como "sujeito" e não como "objeto" do processo eleitoral não irá permitir que Joinville continue sendo usada com "moeda de troca". E já que falei tanto de Joinville e dos joinvilenses, afinal, como é que ficou a história do "decreto" que desapropriava o Ernestão em favor do Joinville Esporte Clube? Foi jogado ao vento?
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