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17/07/2002Campo garante auto-suficiência de gás para a Bahia até 2008 - Petrobras está investindo até US$300 milhões na Bacia de Camamu

Magnólia Cavalcante O campo de gás natural descoberto em 2000, na Bacia de Camamu, começará a produzir em maio de 2004. A Petrobras, que está concluindo estudo sobre o campo, informou que serão investidos entre US$250 milhões e US$300 milhões na produção e construção do gasoduto de 110km, ligando a plataforma à estação de tratamento, em São Francisco do Conde. "O campo tem um volume de cerca de 20 bilhões de metros cúbicos de gás natural, o que garante uma vida de 20 anos", disse o gerente geral da unidade de exploração e produção da Petrobras na Bahia, Vandemir Oliveira. Segundo ele, a produção inicial do campo será de 2,5 milhões de metros cúbicos por dia. Essa quantidade vai garantir a auto-suficiência do produto na Bahia, pelos menos até 2008. De acordo com o diretor do segmento de gás natural na Petrobras, Rodolfo Landim, a Bahia é hoje o terceiro estado em consumo de gás natural no Brasil, com a média de cinco milhões de metros cúbicos por dia, sendo que 3,3 milhões são vendidos para o mercado e 1,7 milhão é para uso próprio da Petrobras. "Hoje o estado importa 600 mil metros cúbicos de Sergipe. Com a operação do campo, a Bahia passará a exportar para o Nordeste", disse ontem, durante o I Fórum de Gás Natural da Bahia. O evento, realizado no Hotel Fiesta, foi promovido pela Petrobras em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Bahiagás. A expectativa é de que o consumo diário no estado cresça em mais cinco milhões de metros até 2008, sem considerar o uso do combustível pelas termelétricas que serão criadas na Fafen, Chesf e Termobahia. Hoje a maior parte da produção do gás local, no recôncavo baiano, é destinado ao segmento industrial. Cerca de 80% das indústrias do Pólo Petroquímico de Camaçari utilizam o gás em sua produção. Esse interesse tem seus motivos. O gás natural é menos poluente e pode garantir uma economia de até 40%, com a redução dos custos com estocagem, manutenção e compra da matéria-prima, que é cerca de 20% mais barata. A Bahiagás informou que 81 indústrias baianas já consomem regularmente o produto. Produto chega às residências Até o final deste ano, as residências de Salvador terão a opção de utilizar o gás natural no lugar do gás de cozinha. A Bahiagás está investindo R$10 milhões na implantação do gasoduto que sairá de Simões Filho até os bairros do Stiep, Pituba e Imbuí. "Nossa projeção é agregar duas mil novas residências por ano", afirmou o diretor comercial da Bahiagás, Percival Amaral. Ele informou que o preço do produto será semelhante ao do gás de cozinha e que a conversão das casas para recepção do produto custará menos de R$100. "A grande vantagem do gás natural é que ele não precisa ficar armazenado em casa ou no prédio, o que garante maior segurança. Ele somente é acionado no momento de uso. Além disso, o gás natural também é mais leve, ou seja, em caso de vazamento, ele se dissemina mais facilmente no ar", disse. A empresa também informou que serão abertos dez novos postos em Salvador para atender aos veículos convertidos. Em todo o estado já existem 12 postos de Gás Natural Veicular (GNV) e cinco mil carros convertidos. O custo do gás é de R$0,079 por metro cúbico e o automóvel roda seis quilômetros a mais do que os movidos a gasolina. BNDES financia utilização O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está oferecendo cinco linhas de crédito para financiar empresas interessadas em investir no uso do gás natural. "Os recursos podem ser utilizados para conversão de equipamentos ou compra de novas máquinas", disse o gerente executivo do BNDES no Nordeste, Ajalmar Silva. Através do Finame, é possível adquirir um equipamento ou fazer a conversão para recepção do gás. A linha financia até 90% do valor do projeto e o empréstimo pode ser pago em cinco anos. O custo é de TJLP mais 1% ao ano e spread bancário. Se o empresário precisar fazer também obras de construção civil, por exemplo, para operar com o gás, ele pode obter recursos da linha BNDES Automático. Neste caso, também é financiado até 90% do valor e os encargos são os mesmos do Finame. A diferença é que o prazo de pagamento varia a depender do projeto, podendo chegar a dez anos. A linha Finem é destinada a grandes projetos e financia até 80% do valor. Os custos são TJLP mais 3,5% ao ano. Já o Finame Importação visa financiar micro e pequenas empresas que precisam importar equipamentos. As condições de pagamento são idênticas às do Finame. Existe ainda a opção do Crédito Produtivo Popular para micronegócios formais e informais. Os recursos são repassados através de organizações não-governamentais. "Na Bahia estão autorizadas a operacionalizar esta linha a Visão Mundial e o Ceap", informou Ajalmar.
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