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Destaques

ENERGIAS RENOVÁVEIS

O CIBiogás tem exemplos de aplicação de modelos de negócios com biogás e biometano em outros estados: um deles fica no complexo da Itaipu Binacional, onde o biometano gerado a partir de resíduos de restaurantes abastece uma frota de 40 veículos.

Recentemente, uma norma nacional estabeleceu as primeiras diretrizes para injeção de biometano em redes de gás canalizado, o que pode favorecer o seu uso nas infraestruturas já implantadas pelas distribuidoras, bem como a estruturação de projetos locais em regiões do interior catarinense. “Nosso estado possui um potencial gigantesco para produção de biometano. Queremos não apenas identificar, por meio de estudos, projetos economicamente viáveis, mas acima de tudo definir como tirá-los do papel e aplicá-los em municípios com características favoráveis para isso”, afirma Antônio Rogério Machado Júnior, gerente de tecnologia da SCGÁS. 

Potencial de biomassa no Brasil

Pesquisadores tem se debruçado para definir e encontrar a capacidade de produção do biogás e do biometano em nosso país. Para interessados neste tema, indicamos este artigo produzido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC):

A systems modeling approach to estimate biogas potential from biomass sources in Brazil 

Estimativas da CIBiogás indicam um potencial estadual de aproximadamente 800 milhões de Nm³ de biogás por ano, com 69% deste volume proveniente da pecuária de suínos, bovinos e aves. Se todo o biogás do estado de Santa Catarina fosse utilizado para produção de biometano, seria possível incrementar à rede de distribuição de gás canalizado cerca de 400 milhões Nm³, volume que corresponde a aproximadamente 60% do distribuído pela SCGÁS em 2019. O município de Concórdia se destaca como maior produtor de suínos do estado e a região do Vale do Braço do Norte teria maior concentração potencial de produção por área, constituindo-se em oportunidade relevante pela facilidade logística de operação do sistema de aproveitamento. 

Estudo de 2009 realizado pela UFSC constata um cenário mais amplo de aproveitamento considerando quatro fontes: (i) biodegradação de dejetos da criação de animais; (ii) esgotos sanitários; (iii) resíduos sólidos urbanos; e (iv) efluentes industriais. De acordo com a Universidade, seria possível aproveitar três milhões de metro cúbicos de biometano diariamente, volume aproximadamente 50% superior ao total distribuído atualmente pela SCGÁS ao mercado catarinense.






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